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Fases da vida

Pediatria

Os primeiros meses deixam marcas no corpo do bebé e da mãe. Acompanhamos dificuldades na mamada, choro intenso e tensões do nascimento, sempre ao lado do pediatra.

O que muda no corpo nesta fase

O nascimento é a primeira grande viagem do corpo. Durante o parto, a cabeça e o pescoço do bebé adaptam-se a um espaço estreito. Nas cesarianas, a saída é rápida e sem essa compressão gradual. Em ambos os casos, o corpo do bebé faz um enorme esforço de adaptação nas primeiras semanas: respirar, mamar, digerir, dormir, organizar-se.

Na maioria dos bebés, tudo se ajusta sozinho. Noutros, ficam pequenas tensões que se notam no dia a dia: um bebé que só mama bem de um lado, que arqueia as costas ao colo, que chora muito ao fim do dia ou que roda a cabeça sempre para a mesma direção.

São queixas comuns, mas não são normais no sentido de «é assim e pronto». Merecem ser ouvidas.

O que pode estar na raiz

Quando um bebé tem dificuldade em mamar, o problema nem sempre está na boca. Pode haver tensão no pescoço que torna desconfortável rodar a cabeça para um dos lados, rigidez na mandíbula, uma língua com pouca mobilidade ou uma postura que se fechou durante a gravidez, sobretudo em gestações com pouco espaço ou com o bebé muito encaixado.

O choro intenso e o desconforto digestivo têm muitas causas possíveis: imaturidade normal do intestino, técnica de mamada, ar engolido, alergias ou intolerâncias, refluxo. Por isso, a avaliação começa sempre pela história completa: gravidez, parto, alimentação, sono, fezes e o que a mãe observa.

Olhar para a raiz também é olhar para a mãe. Uma mamada dolorosa, uma recuperação difícil ou o cansaço acumulado fazem parte do mesmo quadro.

Como podemos acompanhar

A consulta é calma e feita ao ritmo do bebé. Pode ser no colo da mãe, na marquesa ou durante uma mamada.

  • Osteopatia pediátrica: toques muito suaves para avaliar e libertar tensões no crânio, no pescoço, na coluna, no tórax e no abdómen.
  • Apoio à amamentação: observação da mamada, da postura da mãe e do bebé, da mobilidade da mandíbula e da língua, com sugestões práticas de posições e de conforto. Este trabalho complementa o de parteiras, enfermeiras especialistas, conselheiras em aleitamento materno e pediatras.
  • Abordagem sacro-craniana: técnicas de toque leve que muitos pais descrevem como tranquilizadoras para o bebé. A evidência científica sobre esta abordagem é limitada e é apresentada como tal.

Mostramos também aos pais o que podem fazer em casa: posições, tummy time (tempo de barriga para baixo, acordado e vigiado) e pequenos gestos de conforto.

A suspeita de freio lingual curto é avaliada e confirmada pelo médico (pediatra, otorrinolaringologista ou cirurgião pediátrico), que decide se há indicação para frenotomia. O nosso papel é preparar e acompanhar o corpo do bebé antes e depois, em articulação com a equipa.

Quando procurar o médico

Procure o pediatra ou a urgência pediátrica, sem esperar pela consulta, se o bebé:

  • recusa mamar ou come muito menos do que o habitual;
  • tem febre (sobretudo antes dos 3 meses), está mole, sonolento ou difícil de acordar;
  • vomita com força, em jato, ou o vómito tem sangue ou cor verde;
  • tem fezes com sangue, molha poucas fraldas ou não ganha peso;
  • tem dificuldade em respirar, fica com os lábios arroxeados ou tem um choro diferente e inconsolável;
  • tem a fontanela («moleirinha») abaulada ou muito afundada.

As nossas terapias complementam o acompanhamento do pediatra e nunca o substituem.

Marcações

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